Há vagas

Fala do Presidente.Mercado de Trabalho: mão de obra qualificada não é o principal problema, mas sim, a informalidade e a criação de vagas de baixa remuneração.
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Companheiros (as).
Segundo o jornal eletrônico Direito do Cidadão, do dia 19/08/10, “O mercado de trabalho brasileiro está bem melhor em vários sentidos. Nos últimos anos, aumentou o número de trabalhadores com carteira assinada, a taxa de desemprego caiu e está em 7%, o salário mínimo e o nível de escolaridade estão mais altos. Mas alguns desafios persistem, segundo o economista João Saboia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ. Ele acha que a tão falada falta de mão de obra qualificada nem é o principal problema, mas sim, a informalidade e a criação de vagas de baixa remuneração.”
Portanto, quando o sindicato briga por melhores salários, está brigando por um país melhor, pois ao recebermos mais, conseguiremos pagar cursos de capacitação profissional, ajudando o país. Quando o sindicato briga pela redução de horas de trabalho para 40 horas semanais, está brigando para melhorar o país, pois ao termos mais tempo fora do trabalho, teremos mais tempo para estudar e aperfeiçoar nossa capacitação profissional.
A incoerência dos patrões é gritante! Por um lado eles querem produzir, cada vez mais móveis e vende-los rapidamente. Por outro lado eles não querem nos pagar bons salários, sem os quais não conseguimos comprar seus móveis. Da mesma forma, se por um lado eles se queixam de não temos boa qualificação profissional, por outro lado eles não investem em nossa capacitação, não nos permitem ganhar bons salários e tão pouco nos deixam tempo para os estudos.
Com a campanha salarial de 2010 buscamos melhorar nossos salários, para darmos um pouco mais de dignidade para nossa família, via melhor alimentação e cuidados com a saúde. Com mais dinheiro no bolso, podemos, por tabela, gastar melhor com educação, o que melhorará nossa produção, bem como poderemos comprar mais móveis, o que, por consequência, melhorará os lucros dos patrões. Esta é a lógica que o mercado deve seguir!
Se é assim, porque não lutar por melhores salários? Como brasileiros, este não seria nosso dever cívico? Em luta companheiros, nosso país precisa de todos nós!
Carlos Alexandre DAGUILAR
Presidente







